Tipo III

“Entre 1971 e 1975 foram utilizadas letras maiúsculas para designar máquinas com características do datador e selo fixo idênticas ao anterior, pelo que supomos tratar-se da mesma marca de máquinas. Como todas as franquias que vimos provêm de correspondência de particulares, supomos que estas máquinas foram referenciadas por letra porque só foram utilizadas e instaladas em Estações de Correio, e provavelmente para se distinguirem das usadas por empresas comerciais. Vimos franquias com a letra do lado esquerdo e do lado direito, que referenciamos a seguir à letra da máquina. Indicamos, também, o ano em que as vimos usadas.” Ao longo da província a partir de 1963, diversas estações postais com maior movimento foram equipadas com máquinas de franquiar. As estações com maior movimento são as de Luanda, Nova Lisboa, Lobito e Benguela. Tanto quanto sabemos até ao momento só estiveram ao serviço das Estações Postais máquinas de franquiar da marca Pitney Bowes “Automax”. A data indicada por Campos Ferreira não está correta com o que foi observado no Arquivo Ultramarino, vamos considerar o período entre 1963 e 1975. Há que distinguir as máquinas mecânicas de franquiar públicas, ao serviço das estações postais, das privadas ao serviço de privados. As marcas privadas têm um número da licença por baixo da franquia, que vão desde o n.º1 até ao n.º149 pelo menos. Este número corresponde ao número do título de acordo com a legislação. As públicas, ao serviço nas Estações Postais, serão as que têm uma letra por baixo do selo fixo e são todas da marca Pitney Bowes, modelo 804.

A tabela abaixo foi construída com os dados encontrados nos relatórios da estatística da colónia no período entre 1962 e 1970. Sobressai à vista, de qualquer um, que só a partir de 1968 é que começaram a utilizar de forma mais consistente as máquinas de franquiar nas estações postais.

Número de utentes de máquinas de franquiar
1962 196319641965196819691970
Luanda C.-11-10118
Central Enc.----222